Mostrando postagens com marcador religião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador religião. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de janeiro de 2023

Bible contradictions

If you'd like to delve into them, this website contains 472.

Also, Brazil has a similar compilation, if you don't know English but know the main language of the blog.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Pílula nº 18

Se falo dos famintos, todos me chamam de cristão; se falo das causas da fome, me chamam de comunista.

Dom Hélder Câmara

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Clarice Falcão contra os clichês antiabortistas

Galera,

Ontem postei aqui na página que sou a favor da legalização do aborto. Fiquei um pouco chocada com o nível do debate nos comentários. Não tanto pelo conteúdo (o assunto é polêmico e é natural que as opiniões divirjam) quanto pela forma. Li alguns comentários no estilo “vocês são assassinos”, “na hora de abrir as pernas foi bom”, “sua mãe deveria ter te abortado” e um impressionante e direto “retardada.” (admiro esse poder de síntese).

Vamos por partes. Em primeiro lugar, não me considero uma assassina. Também não considero assassinas as mulheres que optam por fazer um aborto. Não acredito que a vida comece na fecundação — se fosse o caso, metade dos seres humanos morreria nos primeiros dias de vida já que 50% dos embriões não “vingam”. As atividades cerebrais do feto só começam a existir a partir do segundo mês de gestação e o córtex (a parte do cérebro que nos permite sentir dor) só se desenvolve a partir da vigésima sexta semana. Mas, acima de tudo isso, as mulheres abortam. Independente do aborto ser legal. Elas tomam remédios, procuram clínicas clandestinas, tentam remover o feto com cabides. A cada dois dias uma brasileira morre tentando abortar clandestinamente (em geral, mulheres pobres). Se isso não é um problema de saúde pública, eu não sei o que é.

“Na hora de abrir as pernas foi bom”. Olha, primeiramente nem sempre é bom né miga. Segundamente, nenhum método contraceptivo é 100% seguro. E, pra você que acha que se o aborto for legalizado vai virar “a festa do aborto”, vale dar uma pesquisada nos lugares que já legalizaram. No Uruguai, por exemplo, o número de abortos diminuiu drasticamente após a descriminalização. Isso sem contar nos estudos que apontam uma diminuição enorme da criminalidade em estados americanos dezoito anos depois do aborto ser legalizado.

Quanto à sugestão do aborto retroativo por parte da minha mãe, se ela não quisesse que eu nascesse ou não tivesse condições de me criar eu gostaria que ela pudesse ter abortado em uma clínica legalizada e limpa com profissionais competentes e cuidadosos.

E, finalmente, minha resposta para o “retardada”: “cabeça de melão.”.

No mais, desculpa o textão.

domingo, 1 de outubro de 2017

Pill #8

Some claim that evolution is just a theory, as if it were merely an opinion. The theory of evolution — like the theory of gravity — is a scientific fact. Evolution really happened. Accepting our kinship with all life on Earth is not only solid science. In my view, it’s also a soaring spiritual experience.

Neil deGrasse Tyson, Cosmos

sábado, 16 de setembro de 2017

Cristãos não-homofóbicos, até que enfim

Este relato (cliquem para fotos dos cartazes) do Facebook merece ser guardado n'A Telha.
Resolvi escrever este texto sabendo que serei incompreendido e criticado. Mas sinceramente, não estou nem aí! Sou casado, pai de duas filhas e completando 46 anos em alguns dias, não tenho mais nada a provar para ninguém.

Fui convidado por meu amigo José Barbosa Junior para junto com um grupo de cristãos de várias igrejas estar na parada gay para uma ação simples: iríamos empunhar cartazes que demostrassem o amor de Cristo por todos que estivessem ali e ao mesmo tempo mostrar a nossa discordância com os pastores midiáticos tem falado sobre o tema.

Nosso lema já dizia a que veio “Jesus cura a homofobia” e minha ação era simples, empunhar o cartaz que escolhi “Desculpe-nos pela forma que a “igreja” trata vocês” e sorrir o máximo possível (quem me conhece sabe que eu não sou tão bom nisso! Rsrsrsrs).

A reação veio rápida e prosseguiu durante todo o dia, vários sorrisos em retribuição de muita, mais muita gente, sinais de positivo, muitos abraços dados e recebidos e tantos outros chegavam a chorar quando abraçados e ouvir um simples “Jesus ama você”. Foram tanta emoção, tantas expressões de gratidão apenas por estarmos ali. Mas quem mais se emocionava era eu, pensando o quanto Deus amava todas aquelas pessoas e que entre nós cristãos e elas não há diferença alguma, somos todos iguais perante Deus e que a única regra é o amor.

Pra fechar o dia vi que uma “Drag Queem” [sic] toda paramentada me olhava com olhos lacrimejantes e visivelmente emocionada com o meu cartaz, fiz um sinal para ela se aproximar e ela abraçou a minha esposa e depois me abraçou com força, agradecendo por estarmos ali e falando o quanto ela sabia que era amada por Deus. Nunca fiz tão pouco e recebi tanta gratidão.

Resumo: Somente 15 pessoas conseguiram de forma tão simples atingir muitas, mas muitas pessoas, um dos trios elétricos chegou a parar e nos agradecer e gritar nosso lema bem alto, as entrevistas se sucederam o dia inteiro, perdi a conta, um site chegou a nos colocar como um dos destaques da parada. Várias outras mídias falaram da nossa participação de forma elogiosa.

Muitos na passeata nos aplaudiam e agradeciam de longe, ou de perto mesmo, fazendo de tudo para demostrar carinho por nossa atitude. Creio que reconheceram naquele pequeno grupo um amor infelizmente negado pela maior parte da igreja. Fiquei sonhando como seria se a Igreja expressasse o amor de Jesus de forma simples e sem preconceitos.

Foi um trabalho de formiguinha, mas que me fez acreditar que podemos sim reverter a situação atual e que o evangelho de Jesus que é simplesmente AMAR AO PRÓXIMO ainda tem espaço nesta geração. É só começar!

terça-feira, 12 de setembro de 2017